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Centro Universitário Saúde ABC

FMABC e Universidade de Birmingham intensificam cooperação científica

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Pesquisadores do Centro de Estudos de Saúde Coletiva (CESCO) e universidade inglesa estudam novos métodos de diagnósticos da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

Entre os dias 25 de janeiro e 1º de fevereiro pesquisadores do Centro de Estudos de Saúde Coletiva (Cesco) do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC, além de outras instituições, participaram de reuniões e cursos no campus da Universidade de Birmingham, na Inglaterra. O objetivo é dar continuidade à segunda etapa do Projeto Breathe Well (Respire Bem), iniciado em 2018.

A parceria, em sua fase inicial, estudou a eficácia dos meios de diagnóstico da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), popularmente conhecida como bronquite crônica ou enfisema pulmonar. A enfermidade mata cerca de 40 mil brasileiros por ano e é causada principalmente pelo tabagismo. Neste primeiro ciclo fizeram parte da iniciativa centros acadêmicos da China, Geórgia e Macedônia. Os resultados são fundamentais para viabilizar a diminuição de custos e antecipar o diagnóstico da doença, fator essencial para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde em vários países.

O segundo estágio da pesquisa consiste em compreender melhor os motivos que estimulam e dificultam a prática de atividade física por pacientes com DPOC. Para tanto, a pesquisa ampliará a abordagem a partir de uma perspectiva qualitativa, aplicada pelo Dr. Eduardo Magalhães, pesquisador da Universidade Federal do ABC (UFABC) e colaborador do CESCO. Isto é, o foco será entender a questão principal considerando o ponto de vista dos próprios pacientes. Também integram o levantamento o pneumologista Dr. William Salibe Filho e o professor e pesquisador da disciplina de Saúde Coletiva da FMABC, Dr. Luiz Vinícius de Alcântara Sousa.

“O Brasil carece de pesquisas que possam gerar e aprimorar métodos para efetivamente universalizar o acesso à saúde para toda a população. Projetos como este são essenciais especialmente na atualidade, quando precisamos reafirmar, valorizar e fortalecer a importância do Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse a presidente do CESCO, pesquisadora e docente da FMABC, Dra. Silmara Conchão.

A conclusão da pesquisa está prevista para maio, quando os resultados serão publicados em revista científica internacional. A estimativa é da pesquisadora principal do projeto no Brasil, professora do Departamento de Saúde da Coletividade da FMABC e médica de Família e Comunidade, Dra. Sonia Maria Martins.

O PROJETO

O estudo avalia a eficácia dos meios de diagnóstico da DPOC na Atenção Primária e também engloba 1.080 pacientes já acompanhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de São Bernardo. A iniciativa é financiada pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde, do Reino Unido, ou National Institute for Health Research (NIHR). Segundo pesquisa da universidade, 90% das mortes por DPOC ocorrem em países de baixa e média renda. O objetivo central do estudo é avaliar novos métodos, de baixo impacto financeiro, para que as redes de saúde possam antecipar o diagnóstico da doença, hoje desconhecida por mais da metade dos brasileiros. Falta de ar, fadiga muscular e cansaço estão entre os principais sintomas.

A Universidade de Birmingham é especialista em pesquisas clínicas sobre saúde respiratória em diversas regiões do mundo. Pesquisadores britânicos avaliam que a conscientização sobre a DPOC é pequena, especialmente em países subdesenvolvidos, onde há pouco acesso ao tratamento e quase inexistem campanhas de prevenção. A instituição busca construir parcerias acadêmicas com especialistas destas localidades para auxiliar no enfrentamento da doença, qualificar o manejo dos pacientes com DPOC, descobrir novas e acessíveis formas de tratamento e adaptar as abordagens terapêuticas nas comunidades de acordo com infraestrutura e necessidades locais.