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Centro Universitário FMABC

Estudo indica que 78% dos homens com mais de 50 anos não se previnem contra câncer de próstata

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Publicado em: 26/11/2021

Segundo Centro Universitário FMABC, 45% da população não têm acesso a informações básicas sobre a doença

Um estudo conduzido pela disciplina de urologia do Centro Universitário FMABC apontou que, na cidade de São Paulo, 78% dos homens com mais de 50 anos não realiza os exames necessários para rastreamento do câncer de próstata. A pesquisa foi realizada com 392 pessoas e publicada nesta semana.

Os dados servem como alerta, já que a doença é prevalente justamente em homens a partir desta faixa etária. Segundo o INCA, o câncer de próstata só fica atrás do câncer de pele nos índices de incidência no país.

Entre os entrevistados, apenas 38% afirmaram que realizariam sem problemas o exame de toque retal como forma de se prevenir. Outros 20% disseram acreditar que o procedimento não é necessário.

A dosagem de PSA, outro método usado para diagnosticar o câncer de próstata, também teve índices baixos de reconhecimento por parte dos entrevistados. Apenas 29% das pessoas abordadas pela pesquisa sabiam sobre o exame, que é feito com uma coleta simples de amostra de sangue.

O levantamento indicou ainda que 45% da população, incluindo homens e mulheres, não possuem informações sobre a doença, considerando tanto as formas de prevenção como os riscos de não fazer o diagnóstico precoce.

“Esses índices mostram que campanhas educacionais a respeito do câncer de próstata precisam continuar, e visar atingir toda a população, inclusive as mulheres, que podem orientar seus parentes, parceiros e amigos. Precisamos conscientizar para que as pessoas busquem o diagnóstico nas fases iniciais”, explica Leonardo Seligra Lopes, urologista da FMABC e um dos autores do estudo.

Segundo Lopes, o fato de uma grande parte das pessoas não buscar informações a respeito da doença comprova a necessidade de campanhas organizadas pela Sociedade Brasileira de Urologia, como o “Novembro Azul”, assim como um esforço ainda maior por parte da classe médica.

“O papel dos médicos também é educacional. Precisamos fazer com que os riscos sejam conhecidos e as formas de prevenção sejam assimiladas, para que não seja preciso tratar a doença em estágios mais avançados”, afirma.