Atendimento
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Ação agregadora realizada no período de 13 de agosto a 25 de novembro de 2014, pela Prefeitura de Santo André, representada pela Secretaria de Políticas para Mulheres e Secretaria da Educação em parceria com a Comissão de Extensão Universitária da Faculdade de Medicina do ABC e ONG PROLEG - Promotoras Legais Populares de Santo André, totalizando 97 mulheres da rede municipal de ensino formadas.
 
O curso procurou problematizar as relações de gênero nos espaços educacionais. Para tal, abordou os conceitos teóricos entrelaçados com a prática pedagógica de maneira a dimensioná-la na diversidade sociocultural do mundo contemporâneo. O espaço da educação, seja ela formal ou social, é um campo privilegiado para a reflexão e superação das diferentes formas de violência contra a mulher, simbólicas ou explícitas, presentes no cotidiano de muitas mulheres. 
 
Uma vez detectado o impacto da violência doméstica e familiar no desenvolvimento da criança e no seu rendimento escolar, a proposta vem somar às transformações em curso, no sentido de tornar a escola um espaço e um instrumento de enfrentamento à violência para as crianças que se veem exposta a ela no ambiente familiar. É sabido que crianças e adolescentes que vivem a violência, sobretudo a exercida contra a mulher podem sofrer sequelas físicas e psicológicas semelhantes às da própria vítima de agressão, desde ansiedade, sentimentos de culpa e depressão até outras relacionadas ao processo de desenvolvimento infantil, que se traduzem, segundo especialistas, em problemas tais como na fala, em dificuldades de aprendizagem e de concentração e físicos, como dores de cabeça, úlceras, etc. Além do que, reproduz e promove a cultura da violência. A função social da escola é extremamente relevante pela possibilidade de que, ao disseminar valores através de sua atuação pedagógica, pode instrumentalizar crianças e jovens para o exercício real da cidadania. Discutir as questões de gênero no âmbito da educação é emergente pela amplitude e incidência de crimes homofóbicos e violência de gênero no Brasil. Estes ocorrem no contexto de uma história e uma cultura construída com linguagem machista, sexista e homofóbica que vitima antes tudo, no âmbito simbólico. As mulheres, as lésbicas, transexuais, travestis, bissexuais, gays e outros sujeitos sexuais marginalizados têm suas imagens desvalorizadas, o que enseja um clima favorável a violências de todo tipo. Tratar a discussão sobre gênero e diversidade sexual como matéria de educação significa dar um passo importante para reduzir as desigualdades e a violência que marcam o nosso país.
 
Coordenação: Profª Mª. Silmara Conchão
Organização: Maria Salete Damasceno, Paula Rodrigues, Ana Cristina Dezoti 
Apoio: Celia Delbia Blanes e Mônica Silva Dias
 
Objetivos Principal
Fortalecer o espaço escolar como campo privilegiado para a reflexão e a superação das diferentes formas de violência contra a mulher – simbólicas ou explícitas – presentes no cotidiano das crianças, jovens e adultos. 
 
Secundários
 
  • Formar multiplicadores (as) da Campanha Quem Ama Abraça em toda a rede de ensino;
  • Tornar a escola um espaço e um instrumento de enfrentamento à violência para as crianças que se veem exposta a ela no ambiente familiar;
  • Estimular a Unidade Escolar e outros espaços de educação na coordenação e execução de uma ação articulada entre os diversos canais sociais, públicos ou não, para a soma de práticas concretas de prevenção, denúncia e enfrentamento da questão;
  • Disseminar valores equitativos de gênero através da atuação pedagógica;
  • Instrumentalizar profissionais que lidam com crianças, jovens e adultos para o exercício real da cidadania;
  • Estimular a capacidade de reflexão crítica sobre as relações sociais de gênero e a influência com o meio ambiente, considerando os sistemas de valores socioculturais da nossa sociedade;
  • Desconstruir os estereótipos de gênero nos espaços educacionais.
 
Para saber mais sobre a Campanha Quem Ama Abraça acesse: www.quemamaabraca.org.br
 
Para saber mais sobre a Secretaria de Politica para Mulheres de Santo André acesse: http://www2.santoandre.sp.gov.br/index.php/2013-03-20-17-29-08/2013-03-20-17-30-14/politicas-para-as-mulheres
Para Saber mais sobre a ONG PROLEG acesse: https://www.facebook.com/proleg.promotoraslegaispopulares?fref=nf