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Central de Convênios estrutura UPAs de Mauá Rede de urgências alivia demanda no Hospital Nardini Fundação do ABC e Prefeitura de Mauá estabeleceram nova parceria em saúde, desta vez pela Central de Convênios-FUABC no apoio gerencial e clínico às 4 UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) que o governo federal planeja entregar até meados de 2012. A segunda unidade foi inaugurada em 17 de março último na Vila Assis Brasil, seguindo calendário iniciado em dezembro de 2011 com abertura da primeira UPA, no Jardim Zaíra. As outras duas vão contemplar Vila Magini e Jardim Maringá. Todos os equipamentos são do tipo II, que cobrem uma população de 100 mil a 200 mil habitantes, prestando até 300 atendimentos por dia. A Central de Convênios já tem experiência em estruturar planos de trabalho para Unidades de Pronto-Atendimento, a partir contrato mantido para as 9 UPAs de São Bernardo. As equipes reúnem médicos, enfermeiros e auxiliares, bem como corpo administrativo e gerencial, além de socorristas. A exemplo de São Bernardo, Mauá também contratou da Central de Convênios equipes para o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). As UPAs funcionam 24 horas e seu papel é eliminar os gargalos dos pronto-socorros e hospitais municipais, já que são estruturadas para receber pequenas e médias emergências e estabilizar pacientes mais graves até encaminhamento seguro para algum hospital referência. A Prefeitura de Mauá estima que as quatro UPAs de Mauá diminuirão em 90% a demanda do Pronto-Socorro do Hospital Nardini, também gerenciado pela FUABC. Como a população de Mauá é de 417 mil pessoas, os quatro equipamentos juntos poderão receber urgências e emergências de todo o município. O Pronto-Socorro do Nardini – sobrecarregado há anos – vai manter apenas atendimento dos casos mais graves direcionados diretamente pelo SAMU ou pelas UPAs. Atendimentos prioritários Durante a inauguração da unidade da Vila Assis ao lado do prefeito Oswaldo Dias e do presidente da FUABC, Mauricio Mindrisz, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, descreveu que de cada 100 pessoas atendidas por uma UPA, apenas três acabam encaminhadas para um hospital. “Em 100 casos, 97 são resolvidos na própria UPA” -- citou. Assim, o Nardini poderá trabalhar dentro de sua vocação, que é a de um hospital de fato, ou seja, um equipamento para internação, acompanhamento e terapia intensiva, entre outros procedimentos. Os atendimentos prioritários da UPA são os mais complexos: desmaio, convulsão, problemas cardíacos e respiratórios, partos, suspeita de derrame cerebral, acidentes de trânsito, quedas, choque elétrico, queimaduras graves, ferimentos com sangramento intenso, mordedura de animais, dores fortes (coluna, peito e abdome), fraturas, ferimentos por armas de fogo e brancas, quadros psiquiátricos em pessoas agressivas, intoxicação e envenenamento. Usuários que apresentarem patologias menos complexas, como amidalite, bronquite, resfriados e gripe, por exemplo, devem ser atendidos nas unidades de saúde (UBSs). As quatro UPAs foram construídas com recursos de R$ 8 milhões provenientes do governo federal. Cada unidade terá custeio mensal de R$ 350 mil, metade assumida pelo Ministério da Saúde. A UPA da Vila Assis é o primeiro equipamento da cidade destinado a atender exclusivamente casos de urgência e emergência para uma população que, historicamente, tinha de se deslocar para o outro lado da linha férrea ou para outros municípios. Além da Vila Assis, a unidade cobrirá os bairros Vila Noêmia, Jardim Pedroso, Jardim Anchieta, Guapituba, Vila Carlina, Parque São Vicente, Matriz e Vila das Mercedes. Repasses para o Nardini Em dezembro, o ministro Padilha havia anunciado repasse de R$ 1 milhão por mês para auxiliar na manutenção do Nardini devido à sua característica regional – além da população de Mauá, atende também Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e parte da Zona Leste de São Paulo. “Continuamos lutando por um hospital regional para estas cidades” – reforçou. Outro aporte financeiro está prometido por uma emenda parlamentar de R$ 5 milhões da senadora Marta Suplicy, que será encaminhada para compra de equipamentos no Nardini. “Desde o início sabíamos que o município não teria como resolver com rapidez os problemas do hospital por causa de nossa condição financeira” -- disse o prefeito Oswaldo Dias. “Foi com parcerias e criatividade que conseguimos investimentos para a saúde de Mauá.” O ministro Padilha anunciou também um processo de qualificação que em Mauá envolve 28 equipes de saúde – inclusive Saúde da Família – e 21 equipes de Saúde Bucal. “Durante a qualificação, vamos ouvir a comunidade atendida e levantar indicadores. Se forem bons, o repasse de recursos vai aumentar” – prometeu.
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