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Hospital Nardini cresce 16% nos atendimentos em 2011 Terceiro maior hospital do Grande ABC, Nardini aumentou 6,5% somente em internações, contra quedas no Serraria e Mário Covas Com 12.501 internações ao longo do ano passado, o Hospital Dr. Radamés Nardini, em Mauá, consolida-se como o terceiro maior da rede pública no Grande ABC, atrás apenas dos estaduais Mário Covas e Serraria, em Santo André e Diadema, respectivamente. Somente no quesito internações, o Nardini registra alta de 6,5% sobre as 11.737 realizadas em 2010, enquanto o Serraria decresceu de 15,9 mil para 15,6 mil, conforme as AIHs (autorizações de internação hospitalar) custeadas pelo SUS. O HEMC baixou de 14 mil para 13,8 mil no período em decorrência de remanejamentos internos. Na média, o Hospital Nardini cresceu 16% nos principais serviços realizados em 2011, segundo ano sob gestão da Fundação do ABC. Foram 14.461 atendimentos no Ambulatório (mais 16,38% sobre 2010), 1.877 cirurgias eletivas (mais 16,73%), 47.041 atendimentos no PS infantil (mais 17,72%) e 226.949 no PS adulto (mais 8,3%). Ou seja, cerca de 750 pessoas recepcionadas por dia apenas no pronto-socorro. “Desde a parceria com a Prefeitura de Mauá, em 1º de março de 2010, a FUABC cumpre rigorosamente as metas quantitativas e qualitativas pactuadas, em algumas oportunidades até superando-as sem prejuízo financeiro para a municipalidade”, destaca o Presidente da Fundação do ABC, Maurício Mindrisz. Em relação à descentralização em 31 de março dos serviços de clínica médica e clínica pediatria do Pronto-Socorro para as novas UPAs, o gestor esclarece: “Não significa que o Nardini trabalhará menos ou custará menos. Ao contrário, além da população ser melhor atendida nas UPAs em pequenos e médios procedimentos, o hospital passa a focar casos mais complexos e mais caros como ortopedia, psiquiatria, ginecologia e clínica cirúrgica. Lembramos que pacientes de clínica médica e pediátrica, após a realização do 1º atendimento nas UPAs, caso seja necessário, serão encaminhados ao Hospital Nardini para internação. Ou seja, essas especialidades não foram desativadas”, completa o dirigente. O crescimento dos atendimentos acompanha o montante reajustado pela municipalidade de R$ 4,2 milhões mensais em 2010 para R$ 4,9 milhões em 2011, ou cerca de 16%. Para 2012 o valor acordado permanece em R$ 4,9 milhões/mês, mesmo com o Nardini assumindo custos administrativos, trabalhistas e de procedimentos médicos mais complexos. Benfeitorias: “Ressalte-se que, a despeito do orçamento de R$ 4,9 milhões/mês mantido para 2012 -- comprovadamente aquém das necessidades de um hospital regional do porte do Nardini –, a FUABC não deixou de investir em melhorias de infraestrutura e capacitação profissional”, reforça Maurício Mindrisz. Entre as benfeitorias principais estão a reforma do telhado para sanar sérias infiltrações, recuperação da enfermaria do 6º andar com ativação de 24 leitos, reforma da recepção, reorganização do fluxo do PS e sua reforma (em andamento), aquisição de computadores e implantação do Sistema MV2000 de Tecnologia da Informação, contratação de empresa de segurança, alojamento conjunto no centro obstétrico, reparo de equipamentos (gerador, câmara mortuária e rede de gases), troca de 90 vidros quebrados, reparo na cabine secundária e bomba d’agua, aquisição de cadeiras de rodas, macas e cadeiras de banho, além de adaptação do abrigo externo de resíduos às normas ABNT. Logo nos primeiros meses de gestão FUABC (julho-novembro de 2010), o Nardini obteve 74% de aprovação entre ótimo/bom. Outros indicadores comparativos só não estão disponíveis porque em 2010, ao assumir, a Fundação do ABC encontrou o hospital totalmente desprovido de informatização – investimento imediatamente providenciado pela FUABC e concluído na plenitude em 2011. Assim, somente em 2011 foi possível mapear com fidelidade outros avanços numéricos e de ações de humanização no equipamento, como a taxa de ocupação hospitalar de 80,48% (limite recomendado pelas organizações médicas), 32% dos partos com presença do acompanhante e a esmagadora maioria da população usuária do PS (95,68%) proveniente de Mauá, ou seja, o Nardini servindo plenamente ao Município-sede. Sobre os quadros ainda incompletos das UPAs, a Fundação do ABC reitera a dificuldade de contratação de especialistas socorristas, cenário que se repete em todos os grandes centros do País. “Tranquilizamos a população informando que mantemos em atividade permanente um serviço de busca ativa de profissionais, além de rigoroso processo de seleção-contratação”, cita Mauricio Mindrisz, destacando que um dos princípios da FUABC é a transparência na prestação de contas à comunidade – a exemplo do que faz junto às Secretarias de Saúde, Tribunal de Contas do Estado, Curadoria das Fundações e Conselhos de Administração. Por isso a Fundação analisa interpelar judicialmente pessoas que têm atacado a reputação de uma instituição que há 45 anos se dedica a qualificar a saúde regional com ensino, pesquisa e assistência premiados por instâncias nacionais e internacionais.
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