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“Investigação e Diagnóstico Precoces” é o tema da campanha mundial de 2018, organizada pela Immune Deficiency Foundation (IDF)
 
Professora de Imunologia Clínica e imunologista do Ambulatório de Infecções de Repetição da Faculdade de Medicina do ABC, Dra. Anete Sevciovic Grumach tem viajado pelo Brasil com a missão de divulgar a “Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias - IDPs”, cujo tema central neste ano é a investigação e o diagnóstico precoces. Entre os pontos de parada da docente do ABC estão a Universidade Federal de Goiás, o Hospital da Criança de Brasília e a regional Goiás da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Além disso, nos dias 4 e 5 de maio haverá o Encontro ASBAI-BRAGID (Grupo Brasileiro de Imunodeficiências), que terá lugar na cidade de São Paulo.
 
IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS
As infecções, em geral, correspondem a até 87% das doenças em adultos, 73% em crianças e a 28% das consultas de emergência. Quando aparecem de maneira recorrente, caracterizam-se as infecções de repetição. A grande preocupação é porque aproximadamente 10% das crianças com infecção de repetição desenvolvem o problema em consequência da chamada imunodeficiência primária. Contando também o público adulto, estima-se que 1 em cada 2 mil indivíduos são imunodeficientes – ou seja, sofrem com infecções de repetição resultantes de defeitos genéticos no sistema imunológico.
 
A literatura médica já descreveu mais de 300 tipos de imunodeficiências primárias. Atualmente, os estudos buscam descobrir quais as falhas genéticas, a fim de oferecer alternativas para que os pacientes tenham boa qualidade de vida e fiquem mais protegidos contra as infecções. Outras condições não descritas como infecções, mas como doenças autoimunes ou febres recorrentes idiopáticas (sem causa definida), também podem ser sintomas de imunodeficiências primárias.
 
Em função das descobertas científicas dos últimos anos, a terminologia ‘imunodeficiências primárias’ será modificada em nível mundial: passará a ‘erros inatos da imunidade’. “A mudança é necessária, pois, quando pensamos em deficiência, estamos nos referindo ao funcionamento ‘para menos’. Entretanto, hoje sabemos que o sistema imunológico pode estar funcionando ‘para mais’, causando desequilíbrio na resposta imune do organismo”, explica Dra. Anete Grumach.
 
MOBILIZAÇÃO GLOBAL
Comemorada entre 22 e 29 de abril, a “Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias” é organizada pela Immune Deficiency Foundation (IDF) e tem como tema central “Meu futuro começa com investigação e diagnóstico precoces das IDPs”. Atualmente, cerca de 70% a 90% dos pacientes acometidos ainda não estão diagnosticados.
 
O tratamento das IDPs envolve diferentes recursos terapêuticos, entre os quais a reposição de imunoglobulina humana e outros imunobiológicos, o uso de antibióticos preventivos e o transplante de células hematopoiéticas (medula óssea ou cordão umbilical).
 
DEZ SINAIS DE ALARME
A fim de conscientizar a população para a prevenção, a fundação norte-americana Jeffrey Modell e a Cruz Vermelha Americana definiram 10 itens considerados “Sinais de Alarme” para a suspeita de imunodeficiência primária:
 
Público Infantil
1. Duas ou mais pneumonias no último ano.
2. Quatro ou mais otites no último ano.
3. Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses.
4. Abscessos de repetição ou ectima.
5. Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia).
6. Infecções intestinais de repetição / diarreia crônica.
7. Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune.
8. Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria.
9. Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência primária.
10. História familiar de imunodeficiência primária.
 
Público Adulto
1. Duas ou mais novas otites no período de 1 ano.
2. Duas ou mais novas sinusites no período de 1 ano, na ausência de alergia.
3. Uma pneumonia por ano por mais que 1 ano.
4. Diarreia crônica com perda de peso.
5. Infecções virais de repetição (resfriados, herpes, verrugas, condiloma).
6. Uso de antibiótico intravenoso de repetição para tratar infecção.
7. Abscessos profundos de repetição na pele ou órgãos internos.
8. Monilíase persistente ou infecção fúngica na pele ou qualquer local.
9. Infecção por Mycobacterium tuberculosis ou micobactéria atípica.
10. História familiar de imunodeficiência primária.