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A disciplina de Dermatologia do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) organizou dias 25 e 26 de abril a terceira edição do ‘Curso Teórico-Prático em Urticária e Angioedema’. A instituição é referência internacional nessa área, a partir do Ambulatório de Urticária e Alergia a Drogas – o primeiro centro brasileiro certificado pela Rede Global de Alergia e Asma Europeia (GA²LEN) como UCARE - Urticaria Center of Reference and Excellence.
 
Sob responsabilidade dos doutores Paulo Ricardo Criado, Roberta Jardim Criado e Carolina Bensi, o curso abordou temas como “Diagnóstico diferencial da urticária”, “Síndromes autoinflamatórias”, “Consenso internacional de urticária”, “Fisiopatologia”, “Anti-histamínicos” e “Diagnóstico de urticária e urticárias físicas”. Também houve teste prático de autossoro, discussão de casos clínicos e a aplicação prática do imunobiológico Omalizumabe em pacientes pré-selecionados.
 
ALTA INCIDÊNCIA
Em média, 1% da população apresenta urticária crônica. Trata-se de doença de pele extremamente comum, que forma vergões ou urticas (como uma mordida de inseto), que podem ocorrer em conjunto com inchaço nos olhos, lábios e, em alguns casos, na região da garganta (edema de glote). Os principais sintomas são coceira no corpo todo e lesões avermelhadas que desaparecem geralmente em 24 horas e voltam repentinamente, podendo sumir em poucas semanas ou levar anos para desaparecer.
 
A doença é mais frequente em adultos, mas também pode aparecer em crianças. Responsável por muitos aborrecimentos e pela perda de qualidade de vida, a urticária também prejudica o sono e, muitas vezes, faz com que o paciente não consiga desenvolver atividades de rotina – como trabalhar ou frequentar a escola – devido ao grande incômodo.
 
“Entre as principais causas da urticária aguda, que dura menos de 6 semanas, estão a alergia a medicamentos, as infecções virais e a associação entre medicamentos e infeções virais. Já as urticárias crônicas, que duram mais de 6 semanas, não têm causa específica, ou seja, são espontâneas. Também existem as urticárias crônicas induzidas, relacionadas ao frio, calor ou exercícios físicos, por exemplo. Os alimentos, ao contrário do que muitos imaginam, estão entre as causas mais raras para o aparecimento da doença”, detalha a médica alergologista e coordenadora do Ambulatório de Urticária e Alergia a Drogas da FMABC, Dra. Roberta Jardim Criado.
 
Em relação aos tratamentos, a especialista acrescenta: “Os anti-histamínicos são o ponto de partida das terapias, com doses que podem ser elevadas em até quatro vezes, de acordo com a resposta do paciente e o efetivo controle da doença. Para os casos que não respondem a esse tratamento inicial, a terapia adicional é feita com o imunobiológico Omalizumabe”, explica Dra. Roberta Criado.
 
Demais medicações disponíveis, como metrexato, dapsona e cloroquina, por exemplo, podem ser úteis no tratamento da urticária, mas a indicação depende de avaliação médica individual e de insucesso na terapia padronizada.